O sector económico de Moçambique registou importantes avanços com a negociação de um novo projecto de gás natural avaliado em 250 milhões de dólares entre a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos e a Sasol, além da assinatura de acordos industriais de 4,2 mil milhões de dólares e do fecho de divergências com a mineradora Kenmare na província de Nampula.
A nova iniciativa energética visa posicionar o país como um centro estratégico de distribuição de energia na África Austral, prevendo a instalação de unidades flutuantes de armazenamento e regaseificação na Beira e Inhassoro, bem como a construção de um gasoduto de 140 quilómetros. Siga nos no WHATSAPP.
Com previsão de operacionalização entre 2030 e 2031, as infra-estruturas vão responder aos desafios de abastecimento regional perante a redução da produção nos campos de Pande e Temane. Paralelamente, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia viabilizou 12 memorandos de entendimento focados na transformação local de recursos minerais.
Estes investimentos abrangem o processamento de grafite, pedras preciosas, cobre e titânio em províncias como Nampula, Manica, Tete e Maputo, impulsionando a industrialização e a criação de postos de trabalho. Além disso, o Governo alcançou um consenso definitivo com a Kenmare sobre a exploração na mina de Moma, estabelecendo o aumento progressivo de royalties de 3% para até 5%.
O entendimento com a mineradora garante a manutenção de 1682 empregos, a destinação de 10% das receitas tributárias para o Fundo de Desenvolvimento Local de Nampula e a construção de uma central solar de 15 megawatts até 2027 para optimizar as operações industriais.