A Empresa Águas e Saneamento de Maputo (SAAS-MAPUTO) anunciou, nesta sexta-feira (06), na cidade de Maputo, uma reforma estrutural destinada a mitigar as profundas assimetrias históricas no acesso à água potável e ao saneamento entre as áreas urbanas e não urbanas da capital e da província.
Actualmente, a instituição serve apenas 40 por cento da população da sua área de jurisdição, totalizando cerca de 320 mil clientes registados, um cenário que exige a aceleração urgente de investimentos em infra-estruturas públicas. Siga nos no WHATSAPP.
Durante o balanço da situação operacional, o administrador delegado da SAAS-MAPUTO, Jánio Langa, explicou que a capacidade de mobilização financeira não tem acompanhado o ritmo de crescimento populacional e o surgimento de novos bairros habitacionais.
A procura actual na região exige uma capacidade de produção estimada em 500 mil metros cúbicos diários. Contudo, a direcção da empresa ressalvou que o incremento na captação deve ser acompanhado pela expansão contínua da rede de distribuição para alcançar as comunidades periféricas.
Além da expansão do recurso hídrico, a iniciativa prioriza o sector do saneamento básico, que enfrenta condicionalismos mais graves em comparação ao fornecimento de água, visando assegurar a prestação de serviços mais equitativa a todos os consumidores.