O presidente do PODEMOS, Albino Forquilha, assegurou que a actual direcção e os órgãos centrais da agremiação política permanecem em pleno exercício das suas funções estatutárias, rebatendo as alegações de desacerto na gestão partidária na cidade de Maputo.
A liderança justificou o adiamento da reunião magna do partido para o ano de 2028 devido à ausência de condições organizacionais nos anos de 2024 e 2025, garantindo que o processo foi deliberado pelas instâncias competentes da organização. Siga-nos no WHATSAPP.
Segundo o dirigente partidário, uma votação interna foi realizada dentro dos órgãos estatutários para chancelar a continuidade da equipa directiva até à realização do próximo congresso. Albino Forquilha atribuiu a recente instabilidade e os desentendimentos internos à interferência de forças externas que buscam desestabilizar a formação política através de membros dissidentes.
O líder partidário criticou igualmente os militantes que recorreram às instâncias judiciais sem prévio debate nos órgãos internos do partido, apontando que os descontentes contornaram o diálogo institucional. Além disso, as suspeitas ligadas ao alegado suborno de 219 milhões de meticais foram classificadas pela direcção como fruto de acções de desestabilização promovidas por terceiros.
Por outro lado, o contencioso sobre a gestão partidária mantém-se sob análise legal depois de o Tribunal Judicial do Distrito Municipal de KaMavota, na capital do país, ter deferido uma providência cautelar submetida pelo membro Hélder Mendonça no final de Setembro. A decisão judicial ordenou a abstenção de actos de gestão por parte dos órgãos centrais até à realização de novas eleições no partido.