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Sociedade

Comerciantes do Mercado do Waresta exigem melhores condições sanitárias em Nampula

Vendedores do mercado grossista do Waresta, na cidade de Nampula, protestam contra a degradação e escassez de sanitários públicos no local.
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Os comerciantes do mercado grossista do Waresta, localizado na cidade de Nampula, estão a exigir uma intervenção urgente do Conselho Municipal para solucionar a grave escassez e falta de limpeza nas poucas casas de banho públicas disponíveis — um cenário crítico acompanhado com atenção pelo Folha de Manica no seu canal do WhatsApp devido aos crescentes riscos para a saúde pública num dos maiores entrepostos comerciais da região Norte.

Devido ao estado precário das infra-estruturas sanitárias existentes, muitos utentes e vendedores vêm-se forçados a recorrer aos sanitários de residentes das imediações ou de uma mesquita próxima. Outros frequentadores acabam por fazer as suas necessidades ao ar livre ao longo da linha férrea, bancadas e vedações, agravando a proliferação de maus odores e riscos de contaminação.

O comerciante Magido Aniceto relatou que a utilização dos sanitários do recinto exige o pagamento de taxas entre 5,00 e 10,00 meticais, valor que não se reflete na manutenção dos espaços. Segundo o vendedor, a exposição à sujidade junto à linha de comboio coloca a saúde de todos em risco, sendo imperativo que a autarquia garanta condições de higiene adequadas aos utentes.

Outro operador comercial, Diego Carlos, reiterou que a capacidade das actuais infra-estruturas é totalmente insuficiente para responder ao elevado fluxo diário do mercado. O comerciante frisou que a maioria das pessoas prefere pagar para usar os sanitários do recinto religioso do que utilizar os sanitários reabilitados do mercado, que continuam a apresentar um cheiro insuportável.

Paralelamente, utilizadores do recinto denunciam que, após intervenções de reabilitação nos sanitários, os valores cobrados subiram para montantes entre 15,00 e 20,00 meticais. A subida de preços provocou um descontentamento generalizado entre os utentes, uma vez que a subida da tarifa não foi acompanhada por melhorias efectivas na limpeza e conservação.

Procurada para prestar esclarecimentos sobre a gestão do recinto, a escassez de infra-estruturas e a tabela de preços praticada, a administração do mercado grossista do Waresta não esteve disponível para apresentar o seu posicionamento até ao fecho desta edição.

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Redação: admin

Jornalista e redator no portal Folha de Manica (folhademanica.com), cobrindo as principais atualidades de Moçambique e do mundo.

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