As nações insulares das Maurícias, Seicheles e Cabo Verde posicionam-se no topo da governação no continente africano, integrando o grupo dos dez países com os mais elevados índices de liberdade económica, política e legal num universo global de 171 territórios avaliados.
A medição internacional considera o equilíbrio entre a facilidade de realização de negócios, a eficácia do sistema judicial e a autonomia das escolhas individuais dos cidadãos. Mantenha-se informado sobre os principais acontecimentos económicos através do nosso canal no WHATSAPP.
No topo da tabela continental surgem as Maurícias, no 33.º lugar global com 81,1 pontos, impulsionadas por um modelo que transitou da agricultura tradicional para serviços financeiros internacionais, turismo e tecnologias. Logo a seguir, as Seicheles ocupam o 36.º posto mundial com 80 pontos, alicerçadas na sua indústria turística e na conservação marinha, alcançando um patamar de rendimento elevado que favorece o crescimento económico sustentado.
A fechar o trio classificado na categoria de liberdade elevada encontra-se Cabo Verde, no 42.º lugar mundial com 76,4 pontos, destacando-se pelos serviços e estabilidade democrática, embora enfrente desafios decorrentes da insularidade e escassez de recursos próprios. Na quarta posição surge o Botsuana, com 73 pontos no 49.º posto geral, cuja gestão das receitas da exploração diamantífera e a aposta na diversificação económica continuam a servir de referência regional.
O Gana ocupa o quinto lugar continental com 71,8 pontos, amparado pela exportação de cacau, ouro e pelo sector de serviços em expansão na sua capital. Segue-se São Tomé e Príncipe na 56.ª posição mundial com 71,4 pontos, apoiado no ecoturismo e agricultura, mantendo níveis expressivos de garantias jurídicas apesar da dimensão reduzida do seu mercado.
A África do Sul surge na sétima posição continental com 70,3 pontos, reflexo do seu parque industrial avançado e do peso dos seus recursos minerais, ainda que continue confrontada com entraves estruturais de desemprego e infra-estruturas.
O grupo dos dez países mais bem cotados completa-se com a Gâmbia com 70 pontos na 62.ª posição global, a Namíbia com 69,7 pontos no 63.º lugar mundial alavancada pela indústria extractiva e gestão territorial, e o Senegal com 69,1 pontos no 65.º posto, cuja projecção logística e recente entrada no sector de hidrocarbonetos reforçam o seu quadro institucional.