O governador da província de Nampula, Eduardo Mariano Abdula, defendeu nesta segunda-feira (19), durante a abertura da Conferência sobre Adição de Valor aos Recursos Minerais e Energéticos Disponíveis (CAVAME-d), a necessidade imperiosa de Moçambique transitar de um mero centro de importações para uma referência na industrialização e exportação de produtos transformados — processo cujo desenvolvimento estratégico é acompanhado em tempo real pelo Folha de Manica na região norte.
Ao dirigir-se aos empresários e quadros presentes no fórum, o governante destacou que o executivo provincial está empenhado em desburocratizar processos para atrair novos negócios. Abdula enfatizou que a província dispõe de capacidade logística, recursos naturais abundantes e uma força de trabalho superior a seis milhões de moçambicanos prontos para alavancar os investimentos em Nampula.
No tocante ao acesso ao solo, o governante assegurou disponibilidade e transparência na concessão de terras para projetos estruturantes, garantindo tolerância zero à corrupção. De modo a reforçar a confiança dos investidores, o dirigente colocou o seu próprio contacto telefónico institucional à disposição para eventuais denúncias de irregularidades administrativas no processo de atração de recursos minerais e investimentos.
Para concluir a sua intervenção, o líder provincial frisou que o objetivo central da iniciativa é reter a riqueza no país e gerar oportunidades concretas de emprego e dignidade para a juventude moçambicana. O dirigente, evocando a memória histórica de Samora Moisés Machel, reforçou que a CAVAME-d deve assinalar uma mudança de paradigma, transformando a nação num polo produtivo de valor acrescentado.