Um incêndio de grandes proporções atingiu as instalações do Serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo (HCM) nas primeiras horas da manhã deste domingo, não se registando quaisquer vítimas humanas ou perigo de fuga radiológica. As chamas foram prontamente extintas pelas equipas de socorro.
O equipamento essencial da unidade sanitária foi retirado a tempo e a fonte de cobalto permaneceu completamente intacta, descartando potenciais riscos de contaminação para a população circunvizinha. Siga nos no WHATSAPP.
A operação de remoção dos materiais sensíveis contou com o apoio especializado de técnicos da Agência Nacional de Energia Atómica, em coordenação directa com o Serviço Nacional de Bombeiros. Embora os aparelhos tenham sido salvaguardados das chamas, serão submetidos a inspecções técnicas rigorosas para certificar a sua plena operacionalidade.
No momento em que o sinistro eclodiu, cujas causas estão ainda por apurar, encontravam-se 22 pacientes sob cuidados naquele sector. Do total de utentes, 12 receberam alta médica logo após a avaliação inicial, enquanto dez — especificamente oito mulheres e dois homens — foram transferidos para a Enfermaria de Dermatologia da instituição.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, acompanhou a evolução dos acontecimentos desde o início da emergência, mantendo contacto directo com o Ministro da Saúde, Ussene Isse. Vários membros do Governo deslocaram-se ao local, incluindo a Primeira-Ministra Benvinda Levy, o Ministro das Obras Públicas e Habitação, Fernando Rafael, e a Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, observando os protocolos de segurança definidos para a área afectada no Hospital Central de Maputo.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, também esteve presente nas instalações hospitalares durante o período da tarde, onde inteirou-se dos estragos e visitou os dez doentes que prosseguem a receber assistência médica na enfermaria de retaguarda.