A empresa estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) está a finalizar a preparação de concursos públicos para a concessão de vários lotes da rede ferroviária nacional a operadores privados, com o objectivo de diversificar a oferta no transporte de carga e maximizar a eficiência logística no país.
Esta reestruturação pretende dinamizar a transição do escoamento de mercadorias das vias rodoviárias para as linhas férreas e rotas marítimas, oferecendo aos importadores e exportadores alternativas operacionais mais vantajosas e adequadas às necessidades do mercado. Siga nos no WHATSAPP.
A estratégia abrange eixos vitais do sistema logístico nacional, nomeadamente os corredores de Maputo, Beira e Nacala, que ligam os maiores portos marítimos ao interior moçambicano e aos países vizinhos sem acesso ao mar, garantindo a movimentação fluida de produtos agrícolas, minerais e carga geral.
O Corredor de Maputo integra a Linha de Ressano Garcia rumo à África do Sul, enquanto o Corredor da Beira assegura as ligações ao Zimbabué através da Linha de Machipanda e ao Maláui via Linha de Sena. Por seu turno, a rede do Limpopo estabelece a rota entre a capital e Chicualacuala, na província de Gaza, estendendo-se à África Austral.
No norte, o Corredor de Nacala desempenha um papel fulcral no transporte de carvão vindo de Moatize e na ligação com o Maláui, ao passo que o Corredor de Goba faz a ponte terrestre com Eswatini.
O enquadramento de entes privados na exploração da rede ferroviária consolida o modelo de parcerias já adoptado na gestão de infra-estruturas ferro-portuárias. Contudo, os prazos das propostas, os critérios de elegibilidade e o calendário de lançamento das ofertas públicas continuam a aguardar definição oficial por parte do Governo e dos CFM.