Uma adolescente de 16 anos de idade denunciou o próprio pai, de 37 anos, por alegada violência sexual reiterada. O caso foi registado pela secção de Atendimento à Família e Menor Vítima de Violência (SAFMVV) do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade da Beira, na província de Sofala.
De acordo com o registo policial, os abusos teriam ocorrido de forma continuada desde o ano de 2022, na residência onde ambos coabitavam. A vítima relatou às autoridades que, além dos actos de cariz sexual, era submetida a agressões físicas frequentes e ameaças de morte, com o intuito de evitar qualquer denúncia.
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A menor revelou ainda que, em consequência dos abusos recorrentes, chegou a engravidar por três ocasiões, tendo interrompido todas as gestações. Segundo o seu depoimento, o progenitor mantinha um controlo absoluto sobre a sua rotina e recorria à violência física para garantir o seu silêncio.
A denúncia formal foi apresentada às autoridades policiais em Setembro de 2026, tendo a PRM procedido ao registo da ocorrência como crime de violação.
Quando confrontado com as acusações, o indiciado negou categoricamente a prática de qualquer acto de natureza sexual contra a filha. O homem alegou ser alvo de uma suposta manipulação que envolve a menor e um terceiro indivíduo, afirmando possuir elementos que contrariam a versão apresentada pela adolescente. O acusado referiu ainda que já tinha recorrido anteriormente às autoridades por outras situações associadas à filha.
Segundo a imprensa local, a PRM registou as declarações de ambas as partes e encaminhou o processo para os trâmites legais subsequentes, cabendo agora às instâncias judiciais a investigação aprofundada das provas e a determinação da responsabilidade criminal do indiciado.