Mulheres e crianças continuam a percorrer longas distâncias para conseguir água potável, enfrentando riscos de exploração e insegurança nas áreas afetadas pelas cheias na província de Gaza. A constatação consta de um relatório conjunto do INGD (Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres) e parceiros humanitários.
A avaliação, realizada entre os meses de Maio e Junho deste ano, incidiu sobre 14 potenciais locais de reassentamento nos distritos de Bilene, Chibuto, Chókwè, Guijá e Massingir. Estas regiões foram as mais fustigadas pelas cheias registadas no início do ano no sul de Moçambique.
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De acordo com informações oficiais, as famílias deslocadas enfrentam graves dificuldades de acesso a serviços básicos. Em várias das zonas analisadas, a necessidade de caminhar durante horas para alcançar fontes de água expõe mulheres e raparigas a situações de assédio, abuso e exploração nos caminhos e estradas de ligação.
O relatório aponta que a destruição de furos, poços e outras infraestruturas hídricas pelas cheias agravou a vulnerabilidade destas comunidades. Apesar de o documento registar avanços significativos na preparação dos novos locais de acolhimento, as autoridades recomendam a aceleração urgente da construção de sistemas de abastecimento de água e o reforço das medidas de protecção para os grupos mais vulneráveis.