Os Estados Unidos vão reforçar as medidas de controlo para prevenir a entrada de indivíduos potencialmente expostos ao vírus Ébola, passando a exigir que todos os passageiros em voos com destino ao país declarem que não estiveram na República Democrática do Congo nos 21 dias anteriores à viagem.
A nova directiva entra em vigor no dia 3 de Novembro e obriga à conclusão de declarações, em formato digital ou em papel, confirmando a ausência de permanência no território congolês durante o período estabelecido. Siga nos no WHATSAPP.
As restrições de entrada para passageiros provenientes do epicentro do surto tinham sido inicialmente adoptadas em Maio para cidadãos estrangeiros, tendo sido posteriormente alargadas aos próprios cidadãos norte-americanos em Julho.
Como parte das acções de prevenção do vírus Ébola, as autoridades sanitárias mantêm também a proibição de entrada a cidadãos estrangeiros que tenham estado no Uganda ou no Sudão do Sul nas três semanas anteriores à deslocação.
O surto em causa, provocado pela estirpe Bundibugyo, circulou sem detecção durante vários meses e já provocou cerca de 4.700 mortes em África. A doença apresenta uma taxa de mortalidade de aproximadamente 50% e não possui tratamento nem vacina aprovada para esta variante, não havendo registo de casos em solo norte-americano.