As principais praças financeiras da Ásia iniciaram as operações desta quarta-feira, 14 de Outubro, a tentar recuperar das perdas da sessão anterior, mas a dinâmica positiva acabou por ser travada pelos mais recentes anúncios da ASML. A multinacional neerlandesa, líder no fabrico de equipamentos para a produção de semicondutores, informou que não terá capacidade para cobrir integralmente a procura prevista para 2027 e 2028, não obstante os investimentos em curso para elevar a sua produção.
O índice regional MSCI Asia Pacific chegou a registar ganhos próximos de 0,7%, contudo inverteu a marcha temporariamente antes de fixar uma modesta subida de 0,1%, num cenário marcado pela instabilidade nas cotadas associadas à inteligência artificial. No continente europeu, os contratos de futuros nos índices de referência indicavam uma abertura positiva, a despeito do recuo preliminar verificado nas acções da fabricante neerlandesa no período pré-mercado.
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De acordo com os esclarecimentos da empresa, a procura tecnológica impulsionada pelas infra-estruturas de inteligência artificial continuará a exceder a capacidade de entrega até 2028. Simultaneamente, a ASML reviu em alta a estimativa de receitas para 2026, apontando para valores entre 44 mil milhões e 45 mil milhões de euros. Ainda assim, analistas alertam para as elevadas valorizações das empresas do sector e as dúvidas sobre a sustentabilidade a médio prazo dos investimentos em tecnologia.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi cedeu cerca de 1%, após um recuo de 5% verificado na sessão anterior. No mesmo mercado, a Samsung Electronics avançou 0,22%, ao passo que a concorrente SK Hynix caiu 1,8%. No Japão, o Nikkei 225 valorizou 0,10%, enquanto em Hong Kong o Hang Seng teve uma subida ligeira de 0,06%. Em contrapartida, o Shanghai Composite desvalorizou 0,83% na China continental e o australiano ASX 200 recuou 0,64%.
Os agentes económicos mantêm igualmente a atenção voltada para os números da inflação de Setembro nos Estados Unidos. As projecções apontam para uma subida homóloga de 3,6%, face aos 3,4% observados em Agosto, dado que poderá ditar o rumo da política monetária e influenciar as próximas deliberações da Reserva Federal relativamente às taxas de juro.