Moçambique apresentou, na última quarta-feira, 21 de Outubro, em Roma, Itália, os seus modelos de governação participativa na Segurança Alimentar e Nutricional durante a 54.ª Sessão do Comité Mundial de Segurança Alimentar. A iniciativa teve como principal objectivo demonstrar os mecanismos de coordenação multissectorial do país e reafirmar a meta de reduzir a desnutrição crónica infantil de 37% para menos de 30% até 2029.
A intervenção foi conduzida pela secretária executiva do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional, Judith Mussácula, que destacou o envolvimento articulado da sociedade civil, academia, sector privado e comunidades na implementação de políticas públicas. Siga-nos no WHATSAPP.
No âmbito do descentralismo e gestão territorial, foi evidenciado o funcionamento de 11 Conselhos Provinciais e 135 Conselhos Distritais de Segurança Alimentar e Nutricional, num universo de 161 distritos. Estas plataformas locais desempenham um papel decisivo na identificação de populações vulneráveis e na resposta rápida aos desafios nutricionais nas comunidades.
O plano nacional assenta na Estratégia de Segurança Alimentar e Nutricional (PESAN 2024–2030), estruturada em seis pilares fundamentais. O documento prevê o aumento da produção de alimentos, a melhoria do acesso, a diversificação da dieta, a estabilidade do abastecimento e a mobilização acrescida de recursos.
Segundo dados do Inquérito Demográfico e de Saúde de 2022–2023, a desnutrição crónica afecta 37% das crianças menores de cinco anos no país. Para inverter o quadro, o Governo está a priorizar acções focadas nos primeiros mil dias de vida e a auscultar a sociedade para a criação dos novos Guias Alimentares Baseados nos Sistemas Alimentares.