
O presidente da FRELIMO e chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, afirmou esta quinta-feira (3), que as manifestações pós-eleitorais fazem parte de uma "estratégia global para acabar com os movimentos de libertação africanos".
“As últimas eleições de 9 de outubro foram disputadas numa conjuntura marcada por fortes pressões endógenas e exógenas, visando a todo custo afastar a FRELIMO do poder, no quadro de uma estratégia global de acabar com os partidos ou antigos movimentos de libertação nacional em toda a região da África Austral”, declarou Chapo na abertura da IV Sessão Ordinária do Comité Central da FRELIMO, na Matola.
Apesar dos desafios, Chapo destacou que a FRELIMO se preparou para a vitória, enfatizando que o seu candidato venceu de forma legítima.
“A FRELIMO preparou-se para que a vitória em todas as fases do processo eleitoral fosse uma realidade. O alto nível de preparação e organização do partido permitiu ao seu candidato enfrentar e derrotar os adversários, fazendo prevalecer a vontade genuína do cidadão eleitor expressa por meio dos votos depositados na urna. Camaradas, esta é a verdadeira verdade eleitoral”, afirmou.
Introspecção e Reformas Internas
O presidente da FRELIMO reconheceu a necessidade de uma análise profunda sobre as manifestações violentas e o impacto da crise pós-eleitoral.
“As manifestações violentas, ilegais e criminosas levadas a cabo por um certo candidato derrotado, claramente identificado, devem ser matéria de análise franca e desapaixonada sobre as verdadeiras causas. Para que essa análise nos conduza a um caminho do restabelecimento da estabilidade política efetiva e duradoura, é fundamental reconhecer que, para além de fatores externos, precisamos fazer uma introspecção dentro do nosso partido para identificar e corrigir eventuais desvios e falhas”, declarou Chapo.
O chefe de Estado também alertou que as manifestações fazem parte de uma agenda internacional para desestabilizar Moçambique e prejudicar a economia nacional.
A reunião do Comité Central da FRELIMO decorre até sábado e analisa questões de gestão interna, incluindo relatórios do partido, o Plano de Atividades e Orçamento para 2025, bem como a proposta do Programa Quinquenal do Governo (2025-2029). "CLIQUE AQUI" para ver o artigo completo na integra.
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🔗 Fonte: Diário Economico