
Um ensaio clínico inédito realizado em Durban, África do Sul, trouxe esperança renovada na luta contra o VIH. Liderado pelo Professor Thumbi Ndung’u, da Universidade de KwaZulu-Natal (UKZN), o estudo demonstrou que 20% dos participantes conseguiram manter o vírus suprimido por 18 meses sem necessidade de terapia antirretroviral (TAR).
Este é o primeiro ensaio do género a ser realizado em África, especialmente em contextos com recursos limitados, e foi apresentado na Conferência de Retrovírus e Infecções Oportunistas (CROI) de 2025, em São Francisco, nos Estados Unidos.
O estudo foi conduzido por um consórcio de prestigiadas instituições científicas, incluindo o Programa de Patogénese do VIH da UKZN, o Instituto de Investigação em Saúde de África (AHRI), o Instituto Ragon (Mass General, MIT e Harvard) e a Gilead Sciences, Inc.
Resultados promissores do ensaio:
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20% dos participantes permanecem sem TAR e com o vírus suprimido 18 meses após o tratamento.
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30% conseguiram manter-se sem TAR por quase um ano.
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O estudo testou uma combinação inovadora de imunoterapia em pessoas com diagnóstico precoce de VIH.
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Todos os participantes eram mulheres — um grupo desproporcionalmente afetado pelo vírus em África.
Este avanço representa um marco histórico rumo à cura do VIH, oferecendo esperança concreta para milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com o vírus.
O Professor Thumbi Ndung’u destacou que os resultados “são um passo vital para estratégias de cura acessíveis e eficazes no continente africano”. "CLIQUE AQUI" para ver o artigo completo na integra.
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