
O Export-Import Bank dos Estados Unidos (Eximbank) aprovou um financiamento de 4,7 mil milhões de dólares para a retoma do projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies. Este investimento surge como um forte impulso à economia moçambicana, num momento em que o país enfrenta desafios financeiros significativos.
Com um custo total estimado em 20 mil milhões de dólares, o projecto foi suspenso em 2021 devido à instabilidade e ataques de grupos insurgentes na província de Cabo Delgado.
No entanto, com a melhoria das condições de segurança, a petrolífera francesa anunciou a retoma das operações, despertando otimismo no governo e no sector empresarial.
Apesar da expectativa de crescimento económico, organizações da sociedade civil levantam preocupações sobre os verdadeiros beneficiários do megaprojecto. Entre os riscos apontados estão o aumento da dívida pública, a dependência excessiva do sector energético e os impactos ambientais e sociais na região.
Há também questionamentos sobre como os lucros serão distribuídos e se a população moçambicana verá melhorias concretas na sua qualidade de vida.
Além dos aspectos económicos, a decisão do Eximbank também reflete uma movimentação geopolítica dos Estados Unidos, que buscam fortalecer a sua presença económica em África e conter a influência de outras potências na região, como a China e a Rússia.
Assim, enquanto a retoma do Mozambique LNG representa uma possível alavanca para o crescimento do país, o debate sobre soberania, justiça social e transparência na gestão dos recursos naturais continua a ser essencial para garantir que Moçambique não se torne apenas um palco de interesses internacionais. Continua Ler mais na Integra "Clique Aqui" e saiba mais.
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📌 Fonte: CIP Moçambique