Folha de Manica

População paralisa fábrica de cimentos em Nacala

A população residente no bairro de Quissimajulo, arredores da cidade de Nacala-Porto, em Nampula, paralisou, na semana passada, as actividades da fábrica de cimento implantada naquela unidade residencial, para exigir a implementação de alguns projectos, alegadamente prometidos, no âmbito da responsabilidade social.

Para o efeito, o grupo em causa reteve os camiões daquela fábrica, usados para o transporte de calcário, explorado no mesmo bairro, como medida de pressão.

A população reivindicava a materialização da alegada promessa da Cimentos de Moçambique de construção de salas de aula melhoradas, para minimizar o crónico problema de insuficiência daquele tipo de infraestruturas, canalização de água potável, construção de uma unidade sanitária e reabilitação das vias de acesso.

“Estamos a reivindicar o cumprimento de promessas feitas pela empresa Cimentos de Moçambique a esta comunidade. Prometeram construir 12 salas de aula, mas até hoje nada foi feito”, disse um dos manifestantes, que não se identificou.

Um outro manifestante, que se chama Abudo Ali, explicou que, além da construção das salas de aula, a empresa Cimentos de Moçambique deve igualmente a construção de um sistema de abastecimento de água potável, para colmatar a crise de acesso ao precioso líquido. A empresa também deve reabilitar a estrada e construir um centro de saúde.

“As nossas esposas não dormem, devido à falta de água, elas acordam de madrugada para ir à procura de água. A Cimentos de Moçambique prometeu isso e outras coisas, por isso devem cumprir as promessas”, disse Ali.

Sobre o assunto, o diretor da Cimentos de Moçambique reconheceu a legitimidade das exigências feitas pela população e saudou o facto de a reivindicação não ter resvalado para actos violentos e de vandalização.

“Estamos satisfeitos porque ninguém vandalizou as nossas viaturas. A Cimentos de Moçambique está a trabalhar para a resolução dos vossos problemas, que achamos ser legítimos”, frisou o director da Cimentos de Moçambique. Presente no acto, o presidente do Conselho Municipal de Nacala-Porto, Faruk Nuro, manifestou-se satisfeito pelos consensos alcançados, que culminaram com a libertação dos meios circulantes da empresa, como sinal de que vão cumprir as promessas. Continua LER mais Conteúdos...[AQUI]

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