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👉 ADERIR AO CANAL GRATUITAMENTEO Presidente da República, Daniel Chapo, propôs que a participação de cerca de 36% que o instituição bancária privada detém no Banco Comercial e de Investimentos (BCI) seja alienada a investidores nacionais, incluindo cidadãos, empresas e instituições do país. De acordo com o plano apresentado, 11% do capital social seriam disponibilizados ao público em geral e os restantes 25% destinados a investidores institucionais e empresariais.
A iniciativa foi anunciada durante a cerimónia comemorativa do 28.º aniversário da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), realizada em Maputo. Na ocasião, o Chefe de Estado sublinhou a necessidade de aumentar a presença moçambicana no capital das principais entidades financeiras a operar no território nacional, garantindo que o processo respeite rigorosamente os procedimentos de avaliação e autorização legalmente exigidos.
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A operação em vista visa transferir para o empresariado e cidadãos locais a quota correspondente a 35,67% do capital do BCI, sem alterar a posição dos restantes accionistas majoritários. Actualmente, o BCI conta com um capital social estimado em 156 milhões de dólares norte-americanos, sendo controlado pela Caixa Participações com 51% das acções, enquanto outros intervenientes mantêm 10,51% e o restante capital encontra-se disperso por pequenos accionistas.
O Governo informou ainda que se encontra a aperfeiçoar o quadro legislativo aplicável ao sector bancário, segurador e a outras empresas estratégicas. A intenção é dinamizar o mercado de capitais e permitir uma maior inclusão económica nacional sem comprometer a estabilidade financeira, a confiança dos mercados e as regras prudenciais vigentes.
No seu relatório financeiro mais recente relativo a 2025, o BCI manteve a liderança no sistema bancário moçambicano ao atingir cerca de 2,5 milhões de clientes, embora tenha registado um recuo de 40,3% nos lucros, fixando-se em 56,4 milhões de dólares devido ao reforço de imparidades associadas à dívida pública. A concretização da venda das acções permanece sob avaliação e dependente de acordos finais e aprovações regulamentares.