O Presidente da República, Daniel Chapo, exonerou Samaria dos Anjos Filemon Tovela das funções de ministra da Educação e Cultura, tendo indicado Edson Macuácua para assumir a titularidade da pasta ministerial.
A decisão presidencial decorre poucas horas após declarações controversas da antiga ministra sobre a gestão dos rendimentos por parte dos professores, numa fase em que a classe docente mantém reivindicações activas relativas à regularização de horas extraordinárias acumuladas desde 2022.
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A saída de Samaria Tovela, que assumiu o cargo em Janeiro de 2025, coincide com uma conjuntura de forte pressão social e laboral no sector, condicionada pela falta de professores e carências materiais acentuadas. O país conta com cerca de 10.500 turmas a estudar ao ar livre e um défice avaliado em 650 mil carteiras escolares.
A medida enquadra-se igualmente no acompanhamento dos contratos-programa assinados há dez meses com os membros do Governo, nos quais foram estipuladas metas de desempenho sob advertência de consequências pelo não cumprimento injustificado dos compromissos.
Edson Macuácua, jurista e docente universitário, ocupava até ao momento o cargo de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior e lidera a Comissão Técnica de Materialização do Diálogo Nacional Inclusivo. Anteriormente, exerceu funções como deputado da Assembleia da República, vice-ministro e secretário de Estado na província de Manica.
Com a transferência de Macuácua para a liderança do Ministério da Educação e Cultura, Daniel Chapo nomeou Isaú Meneses para o cargo de secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, completando a recomposição da estrutura governamental da área.