Os preços do petróleo registaram uma ligeira aceleração no mercado internacional nesta quarta-feira, impulsionados pela continuidade dos ataques e confrontos no Médio Oriente. O cenário tem gerado receios entre os investidores quanto a potenciais perturbações no fluxo de crude que atravessa o Estreito de Ormuz.
O barril de Brent, utilizado como referência para as importações europeias, valorizou 0,27%, fixando-se nos 105,96 dólares, após ter sofrido uma ligeira desvalorização no dia anterior. Paralelamente, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para o mercado norte-americano, registou uma subida de 0,2%, alcançando os 94,33 dólares. Em contrapartida, o gás natural negociado na Bolsa de Amesterdão recuou 1,05%, cotado a 86,30 euros por megawatt-hora.
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Na origem da volatilidade estão incidentes recentes na região, incluindo ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz e a intercepção de mísseis e aeronaves não pilotadas lançadas a partir do Iémen contra a Arábia Saudita. Na noite de terça-feira, a sede da petrolífera estatal Aramco, localizada em Dhahran, foi atingida por um ataque que provocou um incêndio, não se tendo registado feridos nem vítimas mortais.
Apesar do ambiente de insegurança, a navegação de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz mantém-se activa, permitindo que o transporte marítimo de crude continue em níveis próximos dos verificados antes do intensificar do conflito. De acordo com informações oficiais fornecidas pelas autoridades norte-americanas, foi prestado apoio no transporte de mais de 19 milhões de barris de crude, enquanto se mantém o bloqueio a navios com destino aos portos iranianos.
Entretanto, relatórios de analistas financeiros internacionais indicam uma revisão em alta da previsão para o valor do Brent em cinco dólares por barril para os trimestres em curso e subsequente, fundamentando a decisão no aumento da frequência de ataques às infra-estruturas petrolíferas da região.