O ministro da Saúde, Ussene Isse, declarou que o Orçamento do Estado é insuficiente para satisfazer as necessidades do sector, sublinhando que a redução do financiamento externo coloca em risco os progressos registados no controlo do VIH, da malária, da tuberculose e na área materno-infantil.
A posição foi manifestada em Maputo durante a sessão de abertura do segundo diálogo sobre financiamento do sector da saúde. De acordo com informações oficiais, o governante reiterou a urgência de fortalecer parcerias e identificar novas fontes de mobilização de fundos diante da redução do espaço fiscal e da diminuição do apoio exterior.
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Para contornar a escassez de recursos, o governante apontou a necessidade de eliminar a dispersão dos fundos e apelou ao fim da fragmentação nos processos de planificação, execução e monitoria. A estratégia governamental passa pela adopção de um plano único, um orçamento integrado e um sistema comum de acompanhamento e avaliação, prevenindo duplicações e ineficiências na resposta às prioridades de saúde pública.
Ussene Isse defendeu igualmente a passagem a acções concretas e assegurou que o Ministério da Saúde irá supervisionar o cumprimento dos compromissos estabelecidos com os parceiros de cooperação.
Paralelamente, Moçambique foi integrado em Maio no Fundo Pandémico, através do qual irá receber cerca de 17 milhões de dólares destinados a mitigar emergências de saúde pública desencadeadas por eventos climatéricos extremos, verba que servirá de suporte à execução de um plano operacional sectorial.


